Declarada por Dom Pedro I em sete de setembro de 1822, a independência do Brasil, então colônia do Império Português, completa 200 anos.
Por um lado, o momento é de exaltar conquistas e avanços alcançados ao longo desses dois séculos. De outro, reforça a necessidade da construção permanente do Brasil como nação autônoma e soberana.
Dois séculos depois, somos um país distante daquele, em vários aspectos. Mas vivemos ainda atravessados por profundas desigualdades sociais e a manutenção de nossa jovem democracia tem exigido de nós permanente vigilância. O Bicentenário da Independência se revela, assim, uma oportunidade privilegiada de lançarmos um olhar reflexivo para nossa história, para um necessário diálogo com o nosso passado, que tanto pode nos ensinar.
A palavra comemorar, em que pese quase sempre ser associada ao verbo festejar, tem sua origem no latim commemorare, e, tecnicamente, significa ‘lembrar junto’, ‘trazer à memória’. Nesse sentido, rememorar os fatos que compõem a nossa história, nossa rica memória, significa jogar luz sobre o percurso que nos conduziu até a situação presente, permitindo, em linhas gerais, compreender o passado e planejar o futuro. Comemorar, portanto, é, mais que preciso, necessário para a autoestima de nós brasileiros.
É um momento único para relembrarmos nosso passado, nossa história, reconhecermos e identificarmos os nossos valores e reafirmarmos o nosso compromisso com a liberdade.
Viva a Independência do Brasil! Viva o 07 de Setembro!
